AF

O post de hoje é sobre como a câmera faz para decidir que a imagem está focada, independente de qual ponto de foco você escolhe, em outras palavras, como a câmera entende que o foco foi estabelecido e permite que a imagem seja capturada, tudo isso utilizando-se o foco automático. No final do post, você vai entender como a abertura de uma lente influencia não só na profundidade de campo e quantidade de luz que atinge o sensor, mas também, na capacidade de favorecer a sua focagem. Existem dois métodos para isso:

Contrast-based Autofocus

Esse método, encontrado geralmente em câmeras compactas ou quando estamos no “Live View”, encontra a melhor posição do elemento de focagem para a imagem que tenha o maior contraste, ou seja, a câmera move o elemento para trás e para frente, até encontrar a imagem com o maior contraste possível. Por ser um processo de tentativa e erro, esse é muitas vezes demorado!

Phase-based Autofocus

Esse método é um pouco mais complicado, logo, vamos pular para a parte prática antes que você desista de ler esse post!

Os sensores de focagem são, na maioria das DSLR’s, uma linha de pixels orientada na vertical e/ou na horizontal. Se a imagem alvo do ponto de focagem, tiver uma cor homogênea e sem um contraste visível, os dois métodos de focagem que descrevemos podem falhar. Se o ponto de focagem que você tiver utilizando for horizontal e o seu assunto tiver um padrão paralelo à esse ponto, o foco também pode falhar. Para se resolver esse problema, os fabricantes criaram o sensor do “tipo cruzado” (cross-type sensor), em que o sensor têm tanto uma linha de pixel horizontal quanto vertical. Atualmente, temos até o “tipo cruzado duplo” (double cross-type), com pixels na horizontal, vertical e diagonal!

Mas esses pontos de focagem voltam a ser estritamente vertical ou horizontal, se a objetiva não tiver uma abertura a partir de f2.8 ou maior (f1.8, f1.4…). Conforme for diminuindo a abertura máxima, mais pontos de foco voltam a ser horizontais/verticais ou até mesmo se perderão, conforme ilustra as figursa abaixo.

 

 

 

Vale dizer que se você estiver trabalhando com uma objetiva 2.8, não importa a abertura que você escolher para sua exposição, pois até o momento anterior do “clique” (subida do espelho), a objetiva está na sua maior abertura e é exatamente essa que o corpo da máquina usa para calcular o foco (note que conforme você vai diminuindo a abertura, no visor a imagem não escurece…).

A parte técnica de como tudo isso funciona, melhor deixar para um próximo post…

Abraços,

Lucas Bitar

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