Tailândia – Bangkok Mercado Flutuante

 

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Tailândia – Bangkok Tigres

Tailândia – Bangkok Templos

 

 

 

Tailândia – Bangkok Sobre

Primeiro vou falar sobre o vôo da Air Lanka, que saiu da Itália e fez conexão em Colombo, no Sri Lanka, destino Bangkok.

 No alto da escadaria do avião, a turquesa com o tom e luminância que eu mais amo. Era a aeromoça que usava um Sari. Turquesa é a minha cor preferida, mas ela é comumente confundida com o verde ou azul. E esse das meninas era evidentemente turquesa.

Pessoas com feições diferentes das que habitualmente vejo em aviões. Roupas lindas, esquisitas e uniformes, principalmente de padres, havia muitos deles no vôo.

A maior parte dos passageiros, acho eu, eram japoneses/chineses, sirilankas e indianos. Sirilankas e indianos são mais discretos e contidos. Já os japinhas, uau, se divertiam com tudo! Foto no embarque, foto antes de entrar no avião, foto dentro do avião, foto de comida. Aliás, eles curtiam a comida. Dos 7 bancos que tinham do meu lado (na mesma fileira), 6 estavam ocupados por eles e não deixei de notar as bandejas e pratinhos sempre vazios. Tudo bem que sou observadora, mas eles estavam muito felizes e fotográficos, impossível alguém não notá-los.

Outra coisa interessante é que todas, ou quase todas as mulheres tinham sua Louis Vuitton “falsiê”.  Não sei por que achei isso, algumas eram bem jeitosinhas, mas tinha uma boa porção de esquisitas.

Por enquanto, foi o vôo mais diferente que peguei. Pela primeira vez não cruzei nenhum brasileiro, eu não ouvia o som latino como de costume, mas uma variação de línguas e resultado sonoro bem diferente.

 Agora a chegada a Bangkok…

 Foi pior do que em Nápoles, na verdade, foi bem pior. Talvez se eu estivesse acompanhada fosse mais fácil exaltar o espírito aventureiro.

Esse post é longo e decidi dividí-lo em duas partes: a primeira é a narrativa dos fatos e a segunda repete a história, porém, com o significado desses fatos (bem mais bonita! Se tiver pouco tempo pra ler, vá direto pra segunda parte).

A primeira vez que ví (porque eu não lí), as letrinhas tailandeses foi no cardápio do avião. Até aí, logo ao lado, o texto estava traduzido (e transcrito, porque pra gente, aquelas letrinhas parecem desenhos) em inglês.

Chegando no aeroporto e após aguardar cerca de 1 hora na fila quilométrica da polícia federal (que mais parecia a fila da chegada em NY), aquele homem gigante e sisudo passou cerca de 15 minutos repetindo o que soava ser “iú control” (obs.: em contrapartida à sua feição, ele tinha um sotaque que parecia imitar uma criança falando inglês). Tentei várias interpretações para essa palavra e cheguei à conclusão de que ele queria dizer que minha entrada no país seria controlada (“iú control” deveria corresponder ao verbo will control). Isso me incomodou, pois de todas as centenas de pessoas que estavam na fila, isso só aconteceu comigo…mas enfim, o inglês do cara não era acessível e discutir não ia resolver. Saí perguntando pelo aeroporto onde era o entrance control/ “iú control”, Após abordar 3 pessoas e descobrir o inglês ching ling que me esperava, finalmente cheguei ao “iú control”, ou melhor dizendo, health control,…ah não acredito que era só isso. A entrada de brasileiros na Tailândia, antes de passar pela PF, precisa de um carimbo do health control. Ok, primeiro aprendizado: os tailandeses não falam o th (nem nada parecido com ele), nem mesmo passam perto daquela língua dobrada entre os dentes que eu tanto treinei na adolescência.

Eu estava cansada, afinal, foram 13hs de vôo e para o meu fuso, quando cheguei seria hora de dormir, mas o fuso de BKK é bem diferente e lá eram 6 da manhã, ou seja, perdi o que seria minha noite de sono e não via a hora de chegar no hotel.

Vou resumir essa parte pra poupar o texto e leitura: o taxista não falava inglês, não tinha a menor ideia de onde era o meu hotel, nem mesmo os hotéis que constavam no guia (tentei 1 por 1, apontando o nome do hotel e também o endereço. Logo, concluo que ele só consegue ler as letrinhas tailandesas porque não é possível que ele não conhecesse nenhum deles),  e apenas após algumas ligações para o hotel que eu tinha reservado, finalmente chegamos. Ching Ling danado de engraçado. Ria de tudo, festeja tudo e falaaaava, ah, como falava! E eu fazia sim com a cabeça.

Eu decidi trocar dinheiro, mas como vocês já perceberam que esse não era meu dia de sorte, nenhuma casa queria aceitar minhas notas de dólar (tentei 4) dizendo que na Tailândia eles só aceitam o outro tipo. E eu nem sabia que existem 2 tipos… Mas ok, essa parte dá pra resolver. Vamos sacar dinheiro, pagar taxas e viver feliz (foi assim na viagem inteira, em todos os países que visitei por lá. Eles só aceitam o novo dólar).

Depois de tudo isso, a sorte finalmente resolveu fazer as pazes comigo.

Preciso fazer um parênteses pra dizer que hotel aqui é barato demais. Depois de já ter me “aconchegado”, descobri diversos hotéis com TV, ar condicionado, cofre, frigobar, cama king, enfim, lugares simples mas completinhos, tipo pousada, com diárias que variam entre 5 e 40 reais o quarto! Gente, não estou falando de muquifo não, mas hotéis, com piscina na cobertura, restaurante, lugares bons!!! Aliás, tudo é muito barato. Taxi, quando é longe e “fica caro” custa 5 reais!!!

Entrei no tão desejado quarto, sem dormir, com fome, com dificuldade para entender tailandeses que, embora simpáticos, de forma generalizada, se demonstravam tranquilos demais pra uma paulista estressada.

Além disso, eu estava voltando de uma viagem para França e Itália, sinônimo de luxo, organização e limpeza e aqui tudo era bem diferente. As ruas de Bangkok, lembram bastante a região da 25 de março e arredores, incluindo-se a Av. do Estado e proximidades do mercadão.

Claro que tudo isso só é verdade se acrescentarmos uma significativa dose de exotismo aos produtos e alimentos oferecidos pelos incontáveis camelôs. A rua tem variados cheiros, pra todos os gostos, mas sempre de comida: macarrão, gororobas (no meu ignorante ponto de vista paulista), entre outras receitas variadas. Uma mistura de cozinha (não vou dizer fritura porque não era exatamente fritura) e doce. Já viu rua cheirar doce?

A Arquitetura? Fica por conta dos exuberantes templos. A cidade não estima preocupação com arquitetura, tampouco conservação.

Assim vai parecer que sou super exigente, mas nem sou. Adoro um misto quente de boteco. Gosto de higiene e depois disso, topo todas.

Mas estou em férias, cansada e a “25 de março” não é nenhuma sombra e água fresca dos desejos de ninguém.

As pessoas tem rostos sofridos, mas ainda assim, transparecem um bondoso e atencioso olhar. Esperança e sorrisos sempre verdadeiros.

Numa ligação pra minha mãe eu disse: “Mãe, eles são muito felizes, mas muito”. E minha mãe, que sempre tem perguntas incríveis me devolve: “Sério!? Porque?”. Eu: “Por que? Por que?…” Eu não soube responder, mas carreguei essa pergunta durante toda minha primeira semana na Tailândia.

Você acredita que felicidade é um estado de espírito? Independente de $, poder, qualidade de vida e tempo? Os Tailandeses tem certeza.

Quantas vezes ouvi frases como estou fazendo meu pé de meia pra ser feliz no futuro. Ano que vem volto pra academia. Quando eu terminar esse projeto vai ser diferente. Não encontrei nenhum tailandês que aparentemente pensasse assim. Eles não esperam o fim do dia para encontrar a família e sorrir. Trabalham felizes e fazem de qualquer atividade, um momento de gratidão e alegria. Tagarelos, mesmo com toda dificuldade que compartilhamos para se comunicar. Se você é do tipo que entra no táxi ou vai até a manicure e gosta de entrar mudo e sair colado, melhor não vir pra cá. Eles inquietamente amam gente e não sabem perder a oportunidade de uma conversa e troca de experiências.

Eu, outra curiosa e tagarela adorei essa parte, mas sinto pelo baixo rendimento das conversas devido às limitações das diferentes línguas. Muitas vezes a conversa empacava no “sóli”, ou sorry em inglês, porque eles não encontravam as palavras necessárias para se explicar. E como eu queria entendê-los.

 Será que esse lugar é seguro? E toda essa galera cheia de sorrisos querendo agradar e oferecendo táxi, tuktuk, bijoux. Saí para comer me sentindo a garota louca mesmo: viajar sozinha para um lugar desses? Dá um sustinho sim, mas ví pelas ruas algumas famílias, com crianças e inclusive bebês, e comecei a pensar que talvez eu estivesse desconfiada demais.

Pré-julgamentos exaltados pelo medo do exótico e desconhecido. Tudo o que eu queria era encontrar alguém que falasse minha língua, mas não via ninguém. Até que achei um MC Donald’s. Nossa! Eu precisava dele! Algo familiar, cômodo e já conhecido. Nunca imaginei que eu comeria MC numa viagem dessas, menos ainda tão feliz como aconteceu. Aqueles lanches todos conhecidos, ambiente com ar condicionado (tá muito quente aqui, me sentindo 1 picolé) e tudo organizadinho, limpinho e vazio. Voltei para o hotel e resolvi dormir um pouco. Foi perfeito! Eu estava realmente cansada e passado o surto, comecei a pensar: volta não é uma opção, ponto! E eu vim pra cá porque tem muita coisa linda que eu quero ver e sentir. Onde estão elas? Fui até a agência de turismo do hotel, fui muito bem atendida e os passeios foram apresentados de forma clara e organizada. Contratei um passeio para o dia seguinte e por recomendação da atendente, decidi experimentar o tuktuk (como foi o primeiro que eu peguei e tudo lá é barato, o cara me cobrou 5 vezes mais do que o normal e eu nem percebi) pra me levar até o píer, onde peguei um barco para o China Town. No caminho descobri uma linda loja de bijoux onde comprei 19 colares. Eu amei todos! Tem pedras, tecidos e design muito bem elaborados. Fui excepcionalmente bem atendida por uma vendedora simpática, que falava inglês e me acompanhou durante todo o tempo que estive lá dentro. Me apaixonei pelo lugar, era lindo! Pena que eles não me deixaram tirar uma foto pra mostrar pra vocês. Importante, esse foi o lugar mais lindo e criativo que encontrei por lá. Outras lojas tinham produtos mais semelhantes uns aos outros. Gostei tanto dos colares que a noite pelo Skype, eu mostrei um a um pra minha mãe. Mulher fazer compras sozinha é quase como comer bomba de chocolate premiada que vem sem recheio.

Finalmente fui ao China Town, literalmente, um pedacinho da China, no meio da Tailândia. A maioria das comidas eu não fazia idéia do que eram e como viajo sozinha, tive medo de provar, embora desejasse.

Foi interessante pra conhecer, mas não comprei nada por lá.

Agora, a segunda parte do texto… Mais espiritualizada (ou coerente).

Estar em outro país e não falar nem entender a língua nativa, dá medo. Sozinha e sem real noção do que está acontecendo e sobre o que pode ser feito para resolver isso só piora. Mas no final, tudo dá certo.

Seria cômodo e felizmente possível fazer como na maioria das minhas outras viagens: do hotel para o transfer, transfer passeio e de volta pro hotel. Por alguns instantes pensei em desistir da minha “peregrinação” e contratar alguém que organizasse tudo por mim, zona de conforto.

Mas depois da minha cochilada, comecei a enxergar Bangkok com outros olhos. Pessoas trabalhadoras que chegam a importunar, sabem disso, mas precisam disso para viver e ainda assim não perder o doce riso. Ora maroto, ora amigo, sempre ali, o sorriso!

Ketchup ou mostarda? Que nada! A lista dos adicionais é enorme, vêm todos num cestinho.

A miscelânea das culturas (chinesa, hindu e tai), favorece a criatividade culinária.

Luzes, cores, muitas cores!

Simplicidade não é qualidade, mas honra e realidade.

Pouca informação? Prefiro pensar que ignorante é aquele que recusa aprender, e não que não teve a oportunidade.

… E eles tentam pacientemente aprender o inglês, chegando a me deixar esperando consideráveis segundos, muitas vezes na mesma conversa, na tentativa de lembrar palavra ou pensar meios de se expressar.

Comecei o dia pensando que diabos eu estava fazendo ali. Terminei com a certeza que eu precisava estar lá… E eu ainda nem saí da cidade. Imaginem  quando eu conhecer os templos e arredores.

“Kor Bangkok?” Essa foi em tailandês e significa pode me trazer Bangkok? No sentido de “pode me servir”?

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