Roma

Eram quase 11hs quando saí do hotel.

Mesmo assim deu tempo de visitar o Coliseu, Circo Máximo, Fórum Romano, Basília S. Pedro, almoço, muita caminhada e uma boa circulada pela parte turística de Roma, através do sightseeing.

Acho fundamental dar uma revirada na história de Roma antes de visitá-la. O lugar é um mergulho no passado e na criatividade para se imaginar e compreender aquele ritmo de vida e apreço à inteligência e bem desenvolvida arquitetura. Pra quem visita Roma sem conhecer sua história pode ser um tanto cansativo e sem graça.

Na Basília de S. Pedro tive uma surpresa. É significativa a quantidade de pessoas que visitam a Basília apenas para conhecê-la. Digo isso porque estive lá num dia comum durante a semana, num horário que não tinha missa, mas ainda assim eu esperava encontrar devotos fervorosos, como em todas as vezes que estive em Aparecida do Norte, por exemplo. Mas ao contrário disso, talvez até pelo horário e dia que visitei, eu vi mesmo curiosos turistas e poucos apelos de fé e devoção.

Ao redor da Basília e do Coliseu, muitos camelôs vendem souveniers e sanduiches. Aliás, algo que me surpreendeu em Milão, Paris e Roma foi a quantidade de camelôs, vendedores te aborrecendo e trailers de sanduiches que você encontra na rua, além do aglomerado de lojinhas vendendo produtos pirateados. As vezes é pior do que no Brasil. Os vendedores te abordam, entram na frente, importunam mesmo.

Muita gente fala inglês, mas a quantidade de turistas por lá é significativa e posso entender quando nos dão respostas com cara de quem não desejava ser incomodado.

Os italianos são super resmungões e ao fazer uma pergunta, esteja atento à resposta pois certamente será sua única chance de entender, eles não explicam 2 vezes.

Inesquecível vai ser a variedade deliciosa de pães, frios, doces e sorvetes que comi por lá, principalmente os cremosos sorvetes e croissant de creme e os sanduiches de brie com pasta de azeitona e presunto.

Va bene Itália. Até a próxima.

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Coliseu

 

 

 

Ilha de Capri

Amalfi – Positano – Ravello

Bem difícil atribuir características para Positano. É um verdadeiro convite a abdicar das palavras e sentir.

Vou tentar descrever narrando o meu dia.

A primeira surpresa é que pra chegar em Positano, você precisa aceitar uma aventura: o ônibus que te leva até lá é sempre pilotado por motoristas de “pés pesados”, numa estreita rodovia (bota bastante estreita aqui), enclausurada no meio de penhascos e cotovelísticas curvas. Mas pra passar por cima do susto, a vista é imperdível e na minha opinião, o ônibus só deveria ter lugares e janelas do lado direito (rs!), para que todos tivessem direito de prestigiar a paisagem.

São lindos penhascos, meu hotel ficava no meio deles e não sei dizer se é mais bonito olhar de baixo pra cima ou de cima pra baixo.  

Decidi descer caminhando, mas as poucas e verdadeiramente estreitas ruas são terríveis pra caminhar porque ou passa um carro, ou passa outro, ou passa você!

Cruzei algumas ruelas que deixavam dúvidas se eram entradas das casas ou para travessia de pedestre, e surpresa! Que lugarzinho mais lindo…parecia que eu entrei dentro de quadros com fofos cenários. Essas ruelas permitiam acesso às residências. Curiosa confessa, eu não resistia passar por uma janela sem deixar minha espiada. Todas as casinhas são graciosas, com suas varandinhas floridas e sempre uma meia luz. Mas é preciso querer muito caminhar por lá. Galera, é escada que não acaba mais. Recomendo ao menos duas subidas e descidas: uma durante o dia, outra a noite, pois o visual é muito diferente e lindo em ambos os casos.

Ao chegar na praia, de um lado o mar bravo, com ondas que por vezes batem nas pedras e surpreendem turistas com banhos. E do outro lado, uma gama de restaurantes charmosos, com luzes fofas, plantinhas e carinhos, muitas lojinhas. Acima deles, o penhasco com todas aquelas casinhas coloridas .

As lojinhas de rua contam principalmente com roupas de linho, acessórios e artesanatos. Mas por aqui eu investi mesmo na comilança, por conta do cardápio e também do ambiente agradável dos restaurantes.

As pessoas são acolhedoras, a cidade vive do turismo e todo mundo fala inglês…

Me apaixonei por esse lugar! Se não tivesse tantos degraus, eu poderia morar por aqui.

Nápoles

Que susto!
 Aonde eu vim parar? Nossa, Voltei pra Cuba?!?
 
Chegar a Nápoles dá um sustinho, eu ficaria ali apenas uma noite, mas por um instante, não sabia o que fazia por ali. A cidade é feia e mal cuidada, tem várias construções interessantes, mas todas mal conservadas. Caminhei pelo centro por cerca de 4 horas para descobrir Nápoles.
 
Mas se para a primeira impressão foi um susto, depois isso passou e comecei a apreciar os pitorescos cenários. Uauu, um trash the dress por ali seria incrível. Alguma noivinha disposta a nos levar para lá. I’ d love it!
 
Adoraria conhecer o restaurante que a Julia Roberts visitou, mas era domingo e estava fechado. Acabei decidindo por uma pizza napolitana em um ambiente muito agradável. E a pizza era muito boa mesmo!
 
Logo na chegada a Nápoles e bastante impressionada com o visual caótico que encontrei, fiz um amigo no hotel. Preston é americano e cineasta, imaginem se o assunto fotografia não foi compartilhado. Preciso confessar que conhecer Preston foi mais um ponto a favor de quebrar o paradigma: tem muito americano bacana. Muito culto, amigo, prestativo, diferente de tudo que nós brasileiros costumamos pré-julgar em um americano.
 
Mas a passagem por Nápoles foi breve, então deixo apenas duas fotos:

Pompéia

Acordei em Nápoles, Taxi para estação central, trem destino Pompéia. Lá tem lugar pra guardar as malas e é free. Muita gente deve fazer isso porque Pompéia fica no caminho de Nápoles e Sorrento e o passeio em Pompéia dura meio dia então essa paradinha por lá é perfeita.

Depois de Pompéia, tem trem para Sorrento e bus para Positano.

Pode parecer corrido, mas não é. Achei tudo uma delicia, fica a dica.

Paris

De arquitetura uniforme, imponente e recheada de passado e significado, a famosa Paris deixou vontade de quero mais.

Logo no primeiro dia, conheci a “Velha Senhora”,  toda amarelinha, ressaltando sua estrutura com luzes pisca-pisca que fazem nossos olhos adotar um incrível circuito de mesmo nome: pisca-pisca. A torre é realmente encantadora e é indispensável não caminhar perto, em volta, embaixo, enfim circular ela toda. Mais uma boa opção para apreciá-la é jantar num restaurante em Trocadero, onde é possível avistar a torre bem no meio do Trocadero, super bacana. Não me perguntem o nome do restaurante, mas garanto que estando no Trocadero, é fácil encontrá-lo.

Nas caminhadas pelos pontos turísticos da cidade, muitos e deliciosos croissants, crepes, macarrons, petit fours, chocolates, chás, temperos, pães, haja fome para tantos olhos encantados com essas delicias.

Fiz uma breve visita ao Louvre. Lindo, mas ainda prefiro bastante o de História Natural de NY.  São diferentes! A Notre Dame é linda, principalmente por fora e pertinho dela, do outro lado do Sena, você encontra um pequeno bairro, lotado de pitorescos restaurantes. É uma zona mais popular, mas super vale a visita. Muitos dos restaurantes são decorados com frutos do mar, cores fortes e objetos esquisitos.

Amei visitar a Galeria Lafayette, principalmente a parte de comidas… Eu ganhei vários quilos ali. Eles têm uma espécie de mercado gourmet onde você encontra uma parte só de queijos e frios, outra de frutos de mar, pães, temperos, chocolates, etc. E tudo isso disposto de forma linda e organizada, só para aumentar o apetite.

Outra perdição é visitar uma loja chamada Fauchon. Comprei chás maravilhosos e passei vontade de comprar diversos chocolates que eu não poderia carregar na mala pois ainda teria um mês de viagem pela frente. Vai ficar pra próxima. Tive coragem de investir 45 euros numa caixa de chá, …mas quem conhece a loja (e gosta de chá) vai me entender.

Beijos de profiteroles e creme brulée.

Galeria Lafayette:

Place de la Concorde:

Lugar fofo:

Adoro fotos de turistas, sempre divertidas:

Milão

E não é que as bikes realmente tem cestos e flores fresquinhas? Comprovadíssimo, um charme.

Minha passagem por lá foi breve, mas suficiente para, sob sol intenso, arquitetura clássica, pequenos e charmosos comércios e muito sorvete, me apaixonar pelas enormes janelas, sempre com florzinhas. Observar e sentir a história caminhando cerca dos trilhos do bondinho. Avistar e me divertir observando os italianos, a maioria deles, com todo respeito (principalmente aos amigos Alessandra e Cesare!), é impossível não comentar, tem um ar de mafiosos, todos com óculos escuros, pavio curto, falam e resmungam sozinhos, um barato.

Uma curiosidade foi presenciar a saída de uma escola. “Suspeito intensamente” que ela deve chamar Abercrombie, rs. Juro que 80% das crianças usavam camiseta de lá, parecia desfile da loja.

Férias (sozinha!) na Ásia

Um amigo de infância me definiu como Patricinha Hippie. Ele quis dizer que sou toda vaidosa e cheia de cuidados, mas também uma aventureira que não dispensa conhecer a vida. Faz sentido! Tenho lá minhas peruísses, exigências e precauções, mas sou tão facilmente de bem com a vida que me divirto com coisas simples. E tão exageradamente curiosa, que supero algumas mais complicadas se for preciso para ter uma nova experiência de vida. E foi mais ou menos assim minha viagem, uma patricinha, de malas gigantes e vermelhas, cheia de medos e cuidados, se infiltrando em descobertas hippies, inusitadas e até desorganizadas.

Entre contrastes e semelhanças, passeei pelas águas azuis da Ilha de Capri e também pelo barroso rio Mekong, no Laos. Conheci a Torre Eiffel e também prestigiei a diversão de tomar banho de rio com elefantes (fooofos, a melhor parte da viagem). Saboreei comidas sentada em restaurantes que tem suas mesas, cadeiras de plástico e até cozinha nas ruas, mas também me deliciei com o estilo slow food (amo!) em restaurante de culinária prime. Fiz compras na Malásia e em Nova Iorque.

Literalmente conheci e compartilhei meus dias com gente de toda cor e raças de toda fé. Recebi bênçãos hindus, budistas e até mulçumanas.

Tive privilegiados bate papos com gente do mundo todo, além dos povos locais. Aprendi a dizer bom dia e obrigada em cada um dos diferentes dizeres, mas similares sorrisos do sudeste asiático.

Massagens, sabores, costumes, lugares, pessoas, religiões, “sentires”.
Uma viagem surpresa, que rendeu muitas descobertas sobre o mundo, a vida e sobre eu mesma.

Nas próximas semanas, vocês verão por aqui os posts que escrevi durante a viagem. Alguns falam de privilégios e perrengues, contam o que passei. Outros falam das descobertas e despertares, vou compartilhar um pouco daquilo que experimentei viver.

E para que você possa provar também: muuuuitas fotos. Essas eu dedico a todos os interessados em conhecer visualmente ou em sensações, um teco dos modos do sudeste asiáticos. Taste it! I advice!

E pra começar, um breve vídeo com um resumo do que está por vir. Comentários e dúvidas são todas bem vindas. Vejo vocês no próximo post: Milão.

Agradecimento especial à Mariana Carvalho que morou alguns meses por lá e me deu as melhores dicas.

Obrigada também as amigas (e amigos) que compartilharam da idéia, super incentivaram, e até me apareceram com pesquisas, presentinhos, dicas, matérias de revistas e guias de viagens, uauuu, muita gente quase foi comigo: Ana Flávia Faria, Ana Peralta, Tati Abib, Mirtes Jurado, Fernanda Grigolin, Mariana Espírito Santo, Vanessa Abdo Benaderet, Maíra Cripa Alvim Rotundo, Anna Silveira, Graciela Dias, Patrícia Splinder, Tiago Amaral, Evelisy Peres e Vivi Peres.

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